Aplicações de Recursos em Títulos e Valores Mobiliários E Outros Ativos – Questões Dissertativas

Aplicações de Recursos em Títulos e Valores Mobiliários E Outros

QUESTÕES TEÓRICAS

1.1   O que você entende por sobras temporárias de capital? Por que tais recursos devem ser adequadamente gerenciados pelos executivos financeiros da empresa? De que maneira a controladoria pode contribuir para esse gerenciamento?

 Reposta: Os maiores volumes de recursos são aplicados para financiar a atividade operacional da empresa, como na indústria para adquiri matéria-prima, na empresa de comercio para adquirir produtos para revenda, nas empresas de serviços para adquirir outros serviços ou produtos necessários para a geração da receita da empresa. As sobras temporárias de capital são os ativos disponíveis com conta corrente nos bancos, os quais podem ser aplicados sem que haja prejuízo no capital de giro da empresa.

Os administradores da empresa precisam aplicar este montante para que haja uma atualização do valor do dinheiro, caso contraria a empresa pode estar perdendo rendimentos e pior acaba perdendo o poder de compra com o recurso. A controladoria pode contribuir auxiliando na escolha correta desta aplicação como por exemplos; aplicação financeira com rendimento imediato, comprar ouro, dólar, ações e muitas vezes comprar participações em outras empresas.

1.2   O que são títulos de crédito e valores mobiliários? Quais são os papéis existentes atualmente no mercado financeiro e de capitais, nos quais as empresas podem investir?

 Os títulos de credito são papeis representativos de uma obrigação e emitidos em conformidade com a legislação especifica de cada tipo ou espécie. A definição mais conhecida  é “ documento necessário para o exercício do direito , literal e autônomo , nele mencionado. “

Valores Mobiliários são quaisquer títulos, quando ofertados publicamente, ou contratos de investimentos coletivos que gerem direito de participação, de parceria ou remuneração, inclusive resultante da prestação de serviços, cujos rendimentos advém do esforço de empreendedor ou de terceiros.

Os papeis disponíveis atualmente são : ações, debêntures (direito de credito) e bônus de subscrição (títulos negociáveis emitidos por sociedade de ações);cupons, direitos, certificados de desdobramentos; cédulas de debêntures; cotas de fundos de investimentos, notas comerciais.

1.3   Comente sobre investimentos e aplicações financeiras. Dê exemplos. A empresa onde você trabalha efetua quais tipos de aplicações no mercado financeiro e de capitais?

 Investimento é a aplicação de algum tipo de recurso com a expectativa de se obter um retorno futuro superior ao aplicado. Este investimento pode ser realizado em ativos que fazem parte do operacional da empresa ou pode ser utilizado para gerar rendimento não operacionais, pode ser tb de origem pessoa física, buscando outras formas de rendimento alem de sua fonte de renda.

Aplicações Financeiras podem ser ; poupança, Certificado Deposito Bancário (CDB), Recibo de Deposito Bancario (RDB), Fundos de Investimentos Financeiros (FIF), Investimentos em renda fixa e variável.

1.4   Quais são os critérios de avaliação de ativos, de acordo com o art. 183 da Lei no 6.404/76 (Lei das Sociedades por Ações)?

 I – as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo:

a) pelo seu valor justo, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e

b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito

1.5   Comente sobre a participação societária em outras empresas. O que irá orientar o contabilista para a correta classificação contábil dessa modalidade de investimento?

 Do ponto de vista da Lei n° 6.404/76, os direitos (inclusive participação societária) realizáveis após o término do exercício seguinte devem ser classificados no Realizável a Longo Prazo e no Circulante se realizados no decorrer do exercício seguinte.

Já em Investimentos (no Ativo Permanente) devem ser classificadas as participações permanentes em outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no ativo circulante (e no Realizável a Longo Prazo) e que não se destinem à manutenção da atividade da companhia.

Assim, pode-se ter participações societárias tanto classificadas no Circulante/Realizável a Longo Prazo quanto em Investimentos-Ativo Permanente. A diferença é que a primeira é de caráter temporário e a segunda permanente (o que não significa que a empresa não possa vir a vendê-las um dia).

Isto posto, cabe distinguir as participações permanentes das participações temporárias. As participações permanentes são aplicações de interesse exclusivamente operacional, destinadas à manutenção, complementação ou diversificação das atividades próprias da companhia, ou exercidas com essa finalidade. São as participações previstas no § 3°, do artigo 2°, da Lei n° 6.404/76:

“a companhia pode ter por objeto participar de outras sociedades; ainda que não prevista no estatuto, a participação é facultada como meio de realizar o objeto social ou para beneficiar-se de incentivos fiscais.”

Neste caso ressalta o interesse da companhia investidora em participar do empreendimento, inclusive beneficiando-se de incentivos fiscais em projetos de sua iniciativa.

Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/participacoessocietarias.htm

1.6   Quais são os critérios para a avaliação e contabilização das participações societárias em outras empresas? Comente sobre cada um deles.

 a) participações voluntárias de caráter meramente especulativo ou com o objetivo de obter, independentemente de prazo, rendimentos produzidos pela sua valorização e negociação. São normalmente as aplicações feitas em Bolsa, embora a empresa possa manter “permanentemente” uma carteira de ações comprando e vendendo ações de acordo com a sua expectativa de valorização, este é tipicamente um investimento temporário (classificação: Ativo Circulante ou Realizável a Longo Prazo, consoante a expectativa de alienação);

b) participações voluntárias exercidas para extensão ou complementação das atividades da investidora, ou mesmo para diversificação (horizontalização) dessas atividades, ou ainda como estratégia operacional (segurança no fornecimento de insumos, eliminação de concorrência, etc). Neste caso espera-se não o rendimento da valorização dessas ações no mercado, mas sim o rendimento, produzido pelas operações da empresa investida ou pela melhoria operacional da empresa investidora. Assim, mesmo que um investimento dessa natureza possa, a qualquer momento, ser alienado, não deve ser considerado como temporário, são investimentos permanentes (classificação: Ativo Permanente/Investimentos);

c) participações compulsórias: normalmente decorrem das aplicações de incentivos fiscais, mas podem surgir em função de outros motivos e interesses econômicos, como é o caso das participações em ações de companhias telefônicas (planos de expansão) e outras participações até em decorrência de imposição legal.

As participações compulsórias dificilmente apresentam características de “permanente”, como visto acima. Deve ser feita uma exceção para os casos de aplicações em projetos próprios nas áreas incentivadas.

 Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/participacoessocietarias.htm

 Os investimentos em participações societárias devem   ser avaliados:

                      

     

a) pelo custo de aquisição, deduzido de provisão     para perdas prováveis na realização do seu valor, quando esta estiver     comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do     recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; ou

   

  

     

b) pelo método da equivalência patrimonial, os     investimentos em coligadas ou em controladas e em outras sociedades que     façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum.

Não é admitida a avaliação pela equivalência   patrimonial de investimentos que não se enquadrem nas condições mencionadas   na letra “b”. Portanto, os demais investimentos em participação no   capital social de outras sociedades devem ser avaliados pelo custo de   aquisição.

Fonte: http://www.iob.com.br/lucrofiscal/ori_conteudo.asp?src=PCIR-02173

 1.7   Comente sobre a provisão para perdas nos investimentos em participações societárias avaliadas pelo método do custo.

  A investidora ou a controladora deverá constituir provisão para cobertura de:

 a)     perdas efetivas em virtude de:

 1.   eventos que resultarem em perdas não contempladas no balanço patrimonial ou intercalar da coligada ou da controlada;

2.   responsabilidade, quando aplicável, para cobertura de prejuízos acumulados em excesso ao capital social da coligada ou da controlada.

b)     perdas potenciais estimadas em virtude de:

1.   tendência de perecimento do investimento;

2.   elevado risco de paralisação de operações de coligadas ou de controladas;

3.   eventos que possam prever perda parcial ou perda total do valor contábil do investimento ou do montante de créditos contra as coligadas ou as controladas;

4.   cobertura de garantia ou avais concedidos, em favor de coligadas ou de controladas, referentes a obrigações vencidas.

1.8   No método do custo, como será contabilizada na investidora sua participação nos dividendos distribuídos pelas investidas?

A equivalência patrimonial é o método que consiste em atualizar o valor contábil do investimento ao valor equivalente à participação societária da sociedade investidora no patrimônio líquido da sociedade investida, e no reconhecimento dos seus efeitos na demonstração do resultado do exercício.

  Os lucros ou dividendos distribuídos pela sociedade coligada ou controlada deverão ser registrados pela sociedade investidora como diminuição do valor do patrimônio líquido do investimento e não influenciarão    as contas de resultado (§ 1º do art. 388 do RIR/99).

Assim, quando a sociedade investidora recebe lucros ou dividendos da sociedade coligada ou controlada, a contrapartida do valor recebido será a própria conta de investimentos da sociedade investidora.

A investidora deve registrar o investimento com base no valor efetivamente desembolsado em caráter permanente. não permanente. quando este perda comprovada como estiver permanente. ou seja.

Investimentos Permanentes: São aplicações efetuadas com a intenção de continuidade. Cabe ressaltar que o valor contábil do investimento avaliado pelo método do custo deverá ser alterado nas seguintes hipóteses:

    • Dividendos distribuídos em excesso aos lucros após a data da aquisição do investimento. deduzido da provisão para perdas prováveis na realização do seu valor. uma extensão da atividade econômica da investidora. pelo custo de aquisição.

Os dividendos declarados pela investida são contabilizados como receita na investidora. os elementos do ativo deverão ser avaliados segundo os seguintes critérios: III . ou seja.

Os investimentos em participação no capital social de outras sociedades. representando. devem ser classificados no Ativo Permanente (AP)

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